Terça-feira, 10 de Setembro de 2019

ANTT - Outros Registos da Memória do Mundo em Arquivos Portugueses

 

ARQUIVO NACUINAL TORRE DO TOMBO

 

OUTROS REGISTOS DA MEMÓRIA DO MUNDO EM ARQUIVOS PORTUGUESES

 

 

3.2.- Outros Registos da Memória do Mundo em Arquivos Portugueses

A UNESCO, para além dos documentos guardados no Arquivo Nacional Torre do Tombo, acima elencados, classificou também como Registo da Memória do Mundo os seguintes documentos existentes em arquivos portugueses:

 

  • Relatório da 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul, realizada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, entre Lisboa e a Baía de Guanabara (17 de junho de 1922).

 

Foi uma candidatura apresentada pela Biblioteca Central e o Arquivo Histórico da Marinha, sendo, a partir de 27 de julho de 2011, considerado Património da Humanidade. (Direção-Geral de Arquivos, 2011a, p. 10).

 

IMAGEM XIV 

 

2019.- Lisboa (Padrão dos Descobrimentos+Torre de Belém) (52)

 

  • O Arquivo de Dembos

Foi uma candidatura conjunta apresentada por Portugal (Arquivo Histórico Ultramarino/Instituto de Investigação Científica Tropical e Angola (Arquivo Nacional).

Trata-se de um conjunto documental, composto sobretudo por correspondência trocada entre as autoridades tradicionais africanas da região de Dembos, no norte de Angola, desde meados do século XVII a XX, entre as quais o rei do Congo e as autoridades coloniais portuguesas em Angola.

O seu conteúdo é constituído por assuntos variados e o seu interesse, valor e singularidade consiste na apropriação da escrita - língua portuguesa - por parte dos povos africanos do grupo mbundu com uma forte tradição oral (Direção-Geral de Arquivos, 2011a, p. 11).

A candidatura foi aprovada em 2011.

  • Diário da 1ª Viagem de Vasco da Gama à Índia

Trata-se de um manuscrito, e única cópia, relativamente coeva, segunda análise paleográfica, e no qual se relata a viagem de Vasco da Gama, que partiu de Lisboa, em 1497, com uma pequena frota de quatro embarcações (naus e caravelas), e que o levam à Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia.

Discute-se muito a autoria do dito Diário ou Roteiro, contudo, tudo aponta, embora sem total grau de certeza, que terá sido Álvaro Velho, natural do Barreiro, que, na vinda, fica, por oito anos, nos Baixios do Rio Grande.

O historiador José Marques, na obra «Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama à Índia (Álvaro Velho). Leitura Crítica, Notas e Estudo Introdutório», diz-nos que, “enquanto não for demonstrado de forma iniludível, a autoria deste Roteiro pertença a outrem, continuaremos a considerar Álvaro Velho como autor deste notável documento da expansão ultramarina” (Marques, 1999, p. 19).

O documento, conservado na Biblioteca Municipal do Porto, uma das Bibliotecas da rede pública portuguesa, embora não seja original, mas uma cópia, realizada em momento não muito distante do termo desta viagem (como já referimos), é de extraordinário alcance para a História da Humanidade.

Um outro historiador, Francisco Bethencourt, diz ser “impossível reconstituir a viagem [de Vasco da Gama à Índia] sem este relato (...) escrito por um dos [seus] participantes (...)” (Andrade e Salema, jornal Público, 19 de junho/2013).

Candidatura apresentada pela Câmara Municipal do Porto, quando a UNESCO, em 2013, classificou este Diário como Registo da Memória do Mundo diz tratar-se de “um testemunho verdadeiro da forma como Vasco da Gama, à frente da sua frota, descobriu a rota marítima para a Índia (...) Além de constituir uma das maiores explorações marítimas realizadas, à época, pelos europeus (...) [relata uma] série de acontecimentos que viriam a transformar o mundo” (idem).

 

IMAGEM XV

 

Paginamanuscrito

(Fonte:- https://alvarovelho.net/index.php/agrupamento/patrono/49-patrono/etapas/75-relato-da-primeira-viagem-de-vasco-da-gama-a-india)

 

  • Os Manuscritos do Comentário ao Apocalipse (Beatus Liébana) na Tradição Ibérica - o Comentário ao Apocalipse do Mosteiro de Alcobaça

Quando nos referimos aos documentos ou conjunto documentais classificados pela UNESCO como Registo da Memória do Mundo, referíamos que, dos 11 códices, constantes da candidatura conjunta feita por Portugal e Espanha, o Comentário ao Apocalipse de Lorvão era um deles, guardado no Arquivo Nacional Torre do Tombo.

Desses 11 códices fazia parte também um outro português - o Comentário do Apocalipse do Beato Liébana, feito no Mosteiro de Alcobaça e guardado na Biblioteca Nacional, em Lisboa.

 

IMAGEM XVI

 

as vindimas no apocalipse

(Fonte:- https://penacovaonline2.blogspot.com/2015/12/apontamentos-sobre-o-apocalipse-de.html)

 

Os restantes 9 são espanhóis.

 

 


publicado por zassu às 17:13
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