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20
Fev21

Palavras Soltas - Plano Estratégico da cidade de Chaves - Parte III

PALAVRAS SOLTAS...

 

PLANO ESTRATÉGICO DA CIDADE DE CHAVES

2015 - Chaves IX (181)

PARTE III

 

2.2.- RECURSOS NATURAIS E POTENCIAL ENDÓGENO

2.2.1.- POTENCIAL HUMANO

Numa conjuntura global de perda populacional em toda a região, o Concelho de Chaves com a sua a cidade confirma-se como o centro urbano que mais tem conseguido fixar/atrair população no conjunto do Alto Tâmega.

 

2.2.2.- A ÁGUA COMO RECURSO DIFERENCIADOR

A presença de nascentes de água com características mineromedicinais e potencial energético é, pela sua singularidade, o principal recurso natural do Concelho - da sua cidade e territórios envolventes.

 

As nascentes de Chaves-Cidade, Vidago, Salus, Pedras Salgadas, Campilho, Vilarelho da Raia, Carvalhelhos, entre algumas ainda por explorar, complementadas por outras do território espanhol (Verin), conferem a este espaço uma particularidade e uma visibilidade no exterior a partir do recurso água.

 

As Caldas de Chaves são responsáveis pela atração anual de um número muito significativo de pessoas (cerca de 10 000), e em crescimento, que procuram nas termas a solução de diversos problemas de saúde. Aliado ao funcionamento das termas, desenvolveu-se na cidade um importante sector hoteleiro, de restauração e de animação, que se constitui presentemente como um dos principais vetores de centralidade desta cidade.

 

A água apresenta potencialidades a explorar nos seguintes domínios:

 

  • o seu potencial energético, aliado às elevadas temperaturas a que ela se encontra nas nascentes;
  • a capacidade de desenvolver na cidade uma fileira de saúde, aliando a presença das Termas, do Hospital e de uma Escola de Enfermagem.

 

2.2.3.- OS INVESTIMENTOS

Os investimentos efetuados provêm sobretudo do capital privado e, mais recentemente, do poder autárquico via fundos comunitários. Destacam-se os investimentos no sector imobiliário, da hotelaria e restauração, nos locais de divertimento noturno.

 

RECURSOS NATURAIS E POTENCIAL ENDÓGENO

PE Cidade de Chaves

2.3.- EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

As principais conclusões relativas a este domínio de estudo são as seguintes:

 

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

PE Cidade de Chaves 04

2.4.- DINÂMICA ECONÓMICA E DE CRIAÇÃO DE EMPREGO

Apresentam-se de seguida alguns elementos respeitantes às conclusões obtidas no respetivo estudo sectorial:

 

Comparando Chaves com os restantes concelhos de TMAD, verifica-se o seguinte:

 

  • Ao nível da indústria transformadora, Chaves só é ultrapassada por Vila Real e Peso da Régua, este último apenas em termos de volume de vendas;

 

  • Na construção civil, a supremacia é partilhada com Vila Real e Lamego, com oscilações de posição relativa em termos de emprego e de volume de vendas;

 

  • Nos serviços às empresas, a supremacia de Chaves é clara, sobretudo em matéria de volume de vendas;

 

  • Nos serviços de consumo final, a debilidade de Chaves é manifesta em relação aos concelhos representativos nos restantes indicadores.

 

A conclusão parece óbvia, ou seja, à escala das debilidades conhecidas de TMAD, a posição de Chaves assume relevância inequívoca, sendo o Concelho o principal responsável pela relevância do Agrupamento do Alto Tâmega nesta matéria.

 

Chaves apresenta uma maior pujança relativa na oferta de serviços às empresas traduzindo um perfil de especialização bem marcado e, em relação à cidade, abrindo um espaço de diversificação de atividade económica. A maior debilidade relativa nos serviços de consumo final explica-se pela debilidade de massa demográfica da área envolvente, sendo também relevante notar que o comércio transfronteiriço não logra inverter esta situação de debilidade.

 

2.4.1.- ESTRUTURA ECONÓMICA E CRIAÇÃO DE EMPREGO

O sector mais importante de Chaves é, sem dúvida, o comércio, restaurantes e hotéis.

 

No entanto, é também importante o desenvolvimento da indústria transformadora, o que diferencia Chaves de outros concelhos transmontanos cujas atividades económicas se baseiam muito mais no terciário e na construção civil.

 

Na indústria transformadora, as maiores contribuições pertencem ao fabrico de minerais não metálicos, sobretudo materiais de construção, à indústria de alimentação e bebidas e à fabricação de produtos.

 

Estes três sectores incluem, assim, 83% do emprego na indústria transformadora, o que sugere um padrão de industrialização baseado no desenvolvimento local e regional da construção civil, esta mesma arrastada pelo comércio e pelos serviços, e na transformação de outros recursos regionais.

 

O número de empresas cresceu e o emprego também, o que pode considerar-se muito positivo. O crescimento baseou-se sobretudo na construção civil, na indústria transformadora e no comércio a retalho. Embora sectores como os serviços de saúde e educação e os serviços pessoais tenham registado um grande crescimento, o seu peso no emprego é ainda pouco expressivo.

 

A POSIÇÃO DE CHAVES NO ALTO TÂMEGA

Na região do Alto Tâmega existe uma hierarquia de núcleos, no topo da qual se encontra Chaves, dominando claramente no sector dos serviços, e, já na ordem dos dois terços das empresas, na indústria transformadora e no comércio. Segue-se o núcleo Vila Pouca de Aguiar / Valpaços, possuindo já alguns serviços e comércio, e sobressaindo na construção civil, (neste caso, com um número de empresas superior ao de Chaves), na indústria extrativa e nos transportes. Finalmente, Montalegre, Boticas e Ribeira de Pena detêm, em conjunto, sempre menos de 13% das empresas.

 

CHAVES FACE AO ALTO TRÁS-OS-MONTES

Chaves revela notoriedade como centro de serviços pessoais e financeiros, industrial e de comércio em relação ao Alto Tâmega. Aliás, excluindo a construção civil, concentra sempre mais de 50% das empresas não agrícolas desta região. No contexto do Alto Trás os Montes, Chaves afirma-se como polo industrial, e divide com Bragança os serviços pessoais e financeiros e o comércio.

 

2.4.2.- OS VETORES DA MUDANÇA

A centralidade de Chaves a partir da atividade comercial encontra-se presentemente numa encruzilhada.

 

Por um lado, há que mencionar a oportunidade que representa o elevado número de turistas/termalistas que acorrem à cidade, com um poder de compra crescente, em virtude das termas serem cada vez menos uma obrigatoriedade ditada por motivos de saúde, e cada vez mais uma opção de férias, com uma procura que incide crescente nas populações com maiores rendimentos.

 

Por outro lado, a procura por parte dos espanhóis que incide sobre produtos específicos ainda é essencialmente explicada pela existência de preços competitivos em relação ao mercado espanhol.

 

Por conseguinte, dois modelos comerciais devem ser acautelados. Se é desejável a qualificação comercial como forma de atingir novos públicos, não se poderá desprezar a fatia de mercado que corresponde aos clientes espanhóis.

 

2.4.3.- A DINÂMICA TURÍSTICA

As principais conclusões da Análise sobre o turismo são as seguintes:

 

OFERTA DE ALOJAMENTO

Chaves representa 30.5% da oferta de alojamento de TMAD e 33.4% da de qualidade média-alta.

Chaves representa 89% da oferta do Alto Tâmega.

 

A oferta diversificada de Chaves, desde o alojamento em 4* até às pensões, permite satisfazer uma igualmente diversificada procura, dos mais variados estratos socioeconómicos.

 

A PROCURA TURÍSTICA

Hóspedes:

  • Chaves está em primeiro lugar no número de hóspedes, com 14.6% do total de TMAD, seguido de Bragança, 13.9% e de Vila Real, 12.0%;
  • No que respeita aos hóspedes estrangeiros, não há alterações nas posições anteriormente referidas, 19.4%, 19.1% e 18.1%;
  • Tal como para TMAD, o principal mercado, medido em número de hóspedes é o nacional (86% para TMAD e 81% para Chaves);
  • O principal mercado estrangeiro é o espanhol que representa 48.2% dos hóspedes de Chaves, seguido do francês 14%, holandês 7.3% e norte americano 6.4%.

 

A Posição Geográfica de Fronteira:

  • Esta fronteira, quando comparada com as outras da Região Norte, é segunda em volume de entradas de estrangeiros, somente suplantada pela de Valença (dados de 1993);
  • Em 1993, entraram por Chaves 838769 estrangeiros o que representa 10.5% das entradas da Região Norte e 4.1% do País;
  • A capacidade retenção de turistas de Chaves é menor do que a de Bragança, ou seja, Chaves retém 1% das entradas de estrangeiros enquanto Bragança se situa nos 2.5%, situando-se a média nacional em cerca de 18%.

Localização num Espaço mais Alargado de Oferta Turística Diversificada:

O território definido por Chaves e a sua área de influência apresenta notáveis potencialidades para o desenvolvimento do turismo e uma muito grande diversidade de recursos, o que permite antever um leque igualmente muito vasto de oferta, organizada em produtos turísticos que vão ao encontro das mais variadas motivações turísticas.

A vocação Turística da Cidade de Chaves:

O suporte urbano desta zona, Barroso/Alto Tâmega é Chaves, cujas potencialidades permitem antever uma vocação clara para:

Porta de Entrada dos importantes fluxos provenientes da Galiza e do Entre-Douro e Minho, atraídos pelo espaço diversificado (termal e ambiental) da região que representa, assim como pela sua oferta autónoma formada pelo Centro Histórico, animação urbana (cultural e lúdica), comércio transfronteiriço, capacidade de alojamento de alta qualidade e em quantidade elevada, gastronomia disponibilizada em locais de qualidade e tipicidade e o termalismo de grande tradição e vasta área de influência.

 

Chaves pode funcionar como Pólo difusor de fluxos turísticos para toda a região envolvente, tal como, o Eixo Vila Real-Régua-Lamego, o Douro, assim como para Trás os Montes.

 

Como direcionador de fluxos para as proximidades, Chaves apresenta boas potencialidades para se articular com os espaços naturais a Leste e pelo Barroso e Parque Nacional Peneda-Gerês - Montalegre, bem como, para o triângulo termal do Alto Tâmega.

 

A animação turística, em sentido lato, pode apoiar as zonas envolventes em situação de carência.

 

Chaves Cidade com as suas reputadas termas apresenta um potencial de atração turístico (turismo de saúde) de grande importância, o que reforça o papel de difusor de fluxos, assim como de local de partida de circuitos turísticos organizados, ou em autodescoberta.

 

DINÂMICA ECONÓMICA E DE CRIAÇÃO DE EMPREGO

PE Cidade de Chaves 05

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