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zassu

25
Abr15

Grande Guerra - 5

 

A GRANDE GUERRA (1914-1918)

E A PARTICIPAÇÃO DOS MILITARES DO RI 19 E DO ALTO TÂMEGA NO CONFLITO

 

PRIMEIRA PARTE

CONTEXTO INTERNACIONAL

(DA PLACIDEZ TECTÓNICA AO MOVIMENTO DAS PLACAS)

 

I

 

FIN DE SIÈCLE, DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO E FÉ NO PROGRESSO

 

2.- Pavilhões Temáticos

  • Château d’Eau, com as suas quedas de água e repuxos;
  • Palácio da Eletricidade, resplandecente, com as 5 mil lâmpadas;

The palace of water.png

  • Palácio da Horticultura Estrangeira, com alimentos do mundo inteiro, evidenciando que agora se comia muito melhor e mais variado;

Horticultura.jpg

  • Palácio do Ensino e da Educação, em que o discurso dominante, veiculado por Alfred Picard, o engenheiro que organizou a Exposição de Paris, recomendava que a visita se iniciasse por aqui, e que a educação era a fonte de todo o progresso;
  • O Palácio dos Exércitos e da Marinha, instalado num edifício que fazia lembrar uma fortaleza medieval, mostrando os grandes avanços, realizados na última década, no sentido de tornarem as armas mais destrutivas, segundo o Guia Especial Hachette. Aqui, neste Pavilhão, todas as grandes potências mostravam o seu arsenal e poderio militar que a ciência e a tecnologia propiciaram para a «arte» (destrutiva) da guerra. E é curiosa a afirmação do Catálogo Hachette quando, a determinada altura, diz que a guerra fazia parte da «natureza da Humanidade»!
  • O Anexo da Exposição em Vincennes, admirando novos automóveis e corridas de balões.

Tudo parecia que estávamos no melhor dos mundos.

Contudo, nem todos os europeus partilhavam dessa confiança, quer no futuro, quer na Humanidade, quer na racionalidade. A Exposição de Paris de 1900 pode ter celebrado estes dois pilares do pensamento dos finais do século XIX - a crença no progresso e o positivismo, com a sua fé em que a ciência podia resolver todos os problemas -, mas essas suposições eram alvo de ataques. Cada vez mais estavam a ser minadas as pretensões da ciência a revelar o universo em que tudo funcionava de acordo com as leis sistemáticas (MacMillan, 2013). “O trabalho de Albert Einstein e dos físicos seus colegas sobre as partículas atómicas e subatómicas apontava para a existência de imprevisibilidade e ocorrências aleatórias sob o mundo material visível. A realidade não era a única coisa a ser posta em causa. O mesmo acontecia com a racionalidade. Os psicólogos e os novos sociólogos demonstraram que os seres humanos eram mais influenciados por forças inconscientes do que até aí se supunha. Em Viena, o jovem Sigmund Freud inventava uma nova prática da psicanálise para mergulhar no inconsciente humano e publicava «A Interpretação dos Sonhos» no mesmo ano em que decorria a Exposição de Paris. A obra de Gustav Le Bon sobre como as pessoas se podem comportar de formas inesperadas e irracionais, quando se encontram em grupo, causou uma profunda impressão na época e ainda hoje continua a ser utilizada pelos militares americanos, entre outros. O seu livro sobre psicologia de massas, publicado em 1995, alcançou um grande êxito (...) O grande sociólogo francês Émile Durkheim preocupara-se com a perda das antigas comunidades estáveis, quando as pessoas emigravam para as grandes cidades. Outros, como Le Bon, inquietavam-nos a dúvida sobre se a razão e a Humanidade poderiam sobreviver numa sociedade de massas (MacMillan, 2013: 56-57).

“A nova ciência estava a abalar os pilares de tudo o que parecia seguro e racionalmente demonstrável. Nem o espaço, nem o tempo, nem a matéria eram aquilo que desde há séculos se acreditava. A natureza que o homem europeu acreditava ter dominado, revelava-se agora incerta e até inalcançável ou, o que era ainda pior, incompreensível” (Canal da História: 72).

Viremos agora a nossa atenção para os pavilhões das principais potências.

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