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zassu

28
Mai15

Grande Guerra (1914-1918) - 35

 

 

A GRANDE GUERRA (1914-1918)

E A PARTICIPAÇÃO DOS MILITARES DO RI 19 E DO ALTO TÂMEGA NO CONFLITO

 

PRIMEIRA PARTE

CONTEXTO INTERNACIONAL

(DA PLACIDEZ TECTÓNICA AO MOVIMENTO DAS PLACAS) 

 

V

AS FRENTES DE COMBATE

(OU AS GRANDES ONDAS DE CHOQUE)

 

 

3.- Retorno ao Movimento (março a novembro de 1918)

 

3.1.- Visão Geral

 

Desde a Primeira Batalha do Marne, a partir da qual as tropas tiveram de se enterrar para fazer face ao inferno do fogo, e face ao impasse demonstrado da guerra das trincheiras, em termos de obtenção de rotura (s) decisiva (s) das linhas inimigas para uma vitória final, o voltar à guerra do movimento, capaz de alcançar esse objetivo, era o desejo de ambos os beligerantes. Mas como fazê-lo, dado que a experiência do início dos primeiros meses do conflito mostrava que uma tática dessas era ainda mais catastrófica em termos de vítimas humanas?

Para os Aliados, criou-se uma esperança com os carros de combate, que aliavam o poder de choque, da proteção, do fogo e do movimento. Precisavam, contudo, de alguns aperfeiçoamentos técnicos ditados pelas experiências no terreno.

Os alemães, surpreendentemente atrasados na produção destas unidades blindados de combate, investiram noutras áreas, nomeadamente no uso de gás e, principalmente, na tática. Assim, para se conseguir a rotura das linhas inimigas, refinaram “o apoio de artilharia e da utilização de um escalão de ataque aligeirado, capaz de se infiltrar velozmente por entre os centros de resistência inimigas” Afonso; Gomes, 2013: 397) - . Esta doutrina, que posteriormente inspirou a guerra relâmpago da II Guerra Mundial, ia no sentido de alcançar rapidamente a retaguarda inimiga, seguindo-se, depois, os escalões de seguimento e apoio, mais lentamente, apostados em destruir os núcleos de resistência que entretanto tenham ficado à passagem das «tropas de assalto».

Bundesarchiv_Bild_146-2004-0023_Erich_von_Falkenha

 (Erich von Falkenhayn, chefe do EM alemão na Primeira Guerra no momento da criação das tropas de assalto)

O poder de fogo foi também melhorado com a adoção das novas metralhadoras 08/15.

Quando se iniciou o ano de 1918, em termos operacionais, táticos e estratégicos a aposta era, assim, clara, para ambos os beligerantes. E os ânimos, de ambos os lados, estavam bem animados quanto ao desfecho certo da contenda a favor de cada um dos intervenientes. Da parte dos Aliados, a aposta estava nos carros blindados, no apoio da aviação e numa melhor coordenação do fogo e numa mais adequada utilização da infantaria. E, estando no limite das suas reservas, esperavam ansiosamente o precioso auxílio dos norte-americanos que a «louca» guerra submarina irrestrita - dando aos americanos cabo dos seus navios e comércio - os «obrigou» a entrar no conflito pelo lado dos Aliados. Do lado alemão, toda a aposta estava nas 50 divisões retiradas da Frente Oriental que o Tratado de Brest Litovsk lhe tinha facultado com a retirada da Rússia da guerra. Os alemães, nesta fase da guerra, estavam muito otimistas. A sua maior experiência de combate, as vitórias e o moral das tropas que vinham do leste fez com que Hindenburg-Ludendorff apostassem numa ofensiva de tudo ou nada, a desencadear na primavera de 1918. A guerra submarina irrestrita, a lenta movimentação das tropas norte-americanas pelo Atlântico, a fraca preparação das mesmas para uma guerra desta natureza, permitia-lhes encarar com otimismo um conjunto de operações que, estavam certos, lhes permitiria, finalmente, ganhar a guerra.

Apesar de Woodrow Wilson continuar a bradar com os seus Catorze Pontos para a obtenção da paz, quer britânicos quer franceses mantinham-se desconfiados e mais na expetativa quanto à forma como as operações iriam desenvolver-se no terreno.

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