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04
Mai15

Grande Guerra (1914-1918) - 13

 

 

A GRANDE GUERRA (1914-1918)

E A PARTICIPAÇÃO DOS MILITARES DO RI 19 E DO ALTO TÂMEGA NO CONFLITO

 

PRIMEIRA PARTE

CONTEXTO INTERNACIONAL

(DA PLACIDEZ TECTÓNICA AO MOVIMENTO DAS PLACAS) 

 

III

PENSANDO NA GUERRA, ELABORANDO PLANOS

 

3.- Pensando na guerra, elaborando planos

3.1.- Planeamento e coordenação do esforço de guerra - questão fulcral

                      

O clima geral, social e psicologicamente, na década que antecedeu 1914, era de que, os povos e nações europeias, mercê das políticas de alianças e do clima de instabilidade e tensões que se vivia, a todo o tempo, esperavam uma guerra, levando toda a Europa para um conflito armado.

Não estranha, portanto, que dirigentes políticos e militares se preocupassem em elaborar planos contando com a guerra.

Mas, como Moltke, o Velho,

 

Vonmoltke.jpg

o grande vencedor da guerra franco-prussiana, em 1871, dizia, a época nova que se vivia exigia novas formas, sofisticadas, de organização dos exércitos para a guerra. Longe ia o tempo, tal como desde Frederico, o Grande, George Washington, Napoleão ou Welington em que os exércitos, lentamente, se deslocavam a pé, enquanto os seus chefes mandavam batedores a cavalo para verem a configuração do terreno, localizarem o inimigo, ao mesmo tempo que tinham possibilidade para fazer o planeamento do ataque no palco da batalha.

Agora, no continente europeu, exceto a Grã-Bretanha, todas as potências possuíam exércitos permanentes, nas suas respetivas unidades, distribuídos por todo o território do país, por armas, e prontos para a mobilização a cada momento. E cada exército, ou corpo de exército ou divisão, tinha unidades especializadas não só de infantaria como de artilharia e engenharia para se deslocarem e combaterem com eficácia. Um volume tal de homens que, noutras épocas, seria impensável. A título de exemplo, a Alemanha, na década que antecedeu 1914, chamou às suas fileiras mais de 2 milhões de homens, munidos com toda a parafernália de toneladas de materiais e mais de 100 mil cavalos. Tudo isto, graças à revolução industrial que possibilitou exércitos maiores e o crescimento da população na Europa fez aumentar a reserva de recursos humanos disponíveis para o esforço de guerra, caso fosse preciso.

Fator importante e decisivo foi também, nos finais do século XIX, o comboio e a sua sofisticada e extensa rede de linhas que permitia transportar exércitos não só muito maiores como também para grandes distâncias, desde os quartéis e as fábricas, situadas atrás das linhas, possibilitando a manutenção dos exércitos com materiais e víveres para o esforço da campanha. Transportar mais de 2 milhões de homens, com toneladas de materiais, para os por nas fronteiras do Luxemburgo e da Bélgica, foram necessários 21 mil comboios. Se as coisas corressem mal, tal como sucedeu na guerra russo-japonesa com o caminho-de-ferro transiberiano, poderia ser catastrófico para os objetivos e esforço de guerra alemães.

Por aqui se vê a importância cada vez maior que a estrutura do exército começou a ter - o seu Estado-maior -, a maior inovação institucional dos exércitos do mundo moderno. O Estado-Maior passou a ser o cérebro do exército, propiciando ideias, organização e liderança aos imensos corpos de tropas com que tinham de abastecer, transportar e liderar. Aos oficiais dos Estados-Maiores dos exércitos competia-lhes a recolha das informações, a elaboração e certificação dos mapas (prontos e atualizados), a conceção e teste dos planos de guerra. Só para aquilatar da importância deste trabalho é passarmos uma vista de olhos pelas centenas ou milhares de páginas de planos pormenorizados que, para a mobilização e vias férreas, o Estado-Maior do exército alemão tinha, chegando ao pormenor de precisar o número de carruagens, dimensão dos comboios, velocidade dos mesmos, horários, paragens nas estações para abastecimento e manutenção, etc. Neste trabalho, na Seção dos Caminhos-de-ferro do Estado-Maior alemão trabalhavam mais de oitenta oficiais, “escolhidos mais pelas suas capacidades intelectuais do que pelos antecedentes familiares (a maioria provinha da classe média e, hoje em dia, seriam porventura os maluquinhos pela informática)” (MacMillan, 2014: 404).

A envergadura e complexidade da movimentação de uma imensa massa de homens para a frente da batalha levou os generais Joseph Joffre e Moltke, o Jovem, chefes dos Estados-Maiores dos exércitos francês e alemão, respetivamente, a alertarem os seus governos de que um dia, ou mesmo horas, na preparação e execução dos planos, seriam vitais, podendo trazer terríveis consequências em termos de baixas ou derramamento de sangue, de conquistas ou perda de territórios.

Os dirigentes civis, que ao longo de décadas eram poucos aqueles que dominavam as questões da guerra, face a esta enorme complexidade, tendiam a deixar inteiramente nas mãos dos militares o planeamento da guerra e, posteriormente, a sua implementação e avanço, considerando tal tarefa para peritos, sem, entretanto, fazerem perguntas, aliás para as quais não tinham conhecimento minucioso para as fazer, não contestando, por isso, as decisões que os militares tomavam.

Esta foi, porventura, uma das questões mais graves durante a Grande Guerra: o total divórcio, em termos de coordenação do esforço de guerra, pelo menos na primeira parte da contenda, entre civis e militares. Estavam de costas voltadas uns para os outros e, não raras vezes, os militares pouco, ou mesmo nada, informavam os seus dirigentes políticos do que se passava efetivamente na frente de batalha, ao ponto de alguns deles virem a saber as notícias, em primeira mão, pelos jornais, ou, pasme-se!, pela respetiva florista.

Era um mundo que girava a uma velocidade a que a maioria das pessoas e principais contentores e decisores - políticos e militares - não estavam habituados a lidar. Durante o século XVIII, os governos tinham meses para pensar se queriam ou precisavam de ir para a guerra ou não. Agora, eram reféns, se queriam atingir certos objetivos, de dias, ou mesmo de horas, dos «planos» de uma casta. A dificuldade muitas vezes de diálogo entre dirigentes militares, que se consideravam técnicos, e os políticos, esteve, por vezes, para por em causa o sucesso do esforço de guerra. Contudo, há uma linha limite para além da qual as questões técnicas têm de ser levadas ao «palco» das considerações políticas e diplomáticas, sob pena das dificuldades poderem interferir diretamente no sucesso de uma campanha. Veja-se, nomeadamente, o que representou a invasão do Luxemburgo e particularmente da Bélgica e do impacto que teve a invasão de um país neutral na opinião pública da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.

Em suma, para além de um correto planeamento, as questões da coordenação entre políticos e militares e, não raras vezes, entre os diferentes ramos das forças armadas, estiveram ausentes e foram causa de verdadeiros «engulhos» ou impasses, e quiçá, estiveram na origem de grandes desaires.

3.2.- Mentalidade e «preconceitos» militares reinantes

 

Os militares - e muitos dirigentes civis na Europa - não imaginavam um mundo sem guerra. Não admira, em consequência, a sua postura nos diferentes fóruns pela paz, arbitragem e desarmamento, durante a última década que antecedeu 1914. Muitos deles estavam imbuídos do preconceito e das ideias do darwinismo social, que considerava que as sociedades tinham inimigos, naturais e hereditários, e que o conflito entre eles era inevitável.

Refere Margaret MacMillan que “os soldados dos tempos modernos [antes da Grande Guerra] sonhavam com o emular os grandes ataques do passado com os seus assaltos de infantaria, a sua luta corpo a corpo e as suas cargas de cavalaria. As histórias militares, mesmo as mais recentes, reforçavam a visão romântica e heroica da guerra e expunham para admiração atos de bravura individual” (MacMillan, 2014: 409-410). Caso típico e sintomático era a posição dos observadores europeus que estiveram na guerra russo-japonesa, ao expressarem uma enorme admiração pelos soldados japoneses que lutavam e morriam como verdadeiros guerreiros. E, comentavam, preocupados, que os europeus já não eram capazes de se comportarem da mesma maneira. Na guerra, o movimento, o atacar, era, para o militar da época de 1914, mais fascinante e ousado. Ficar na defensiva era uma cobardia. Um major-general britânico, citado por Margaret MacMillan, dizia que “«a defensiva nunca é um papel aceitável para o britânico e ele pouco lhe liga e pouco a entende»” (Mac Millan, 2014: 414).

Ferdinand Foch, quando instrutor na Escola Superior Militar francesa, dizia que a força da defesa e a tecnologia seriam vencidas, caso os atacantes fossem, de longe, em número superior à defesa. Relevava este general, tão influente na Grande Guerra pelo lado francês, o fator psicológico como muito importante, ao incentivar que os soldados deveriam ser motivados, por via do treino, e pelo apelo ao patriotismo, a estarem preparados para atacarem e morrerem. E fazia sentir aos seus colegas, generais, que não deviam perder o ânimo, caso houvesse grandes baixas. Daqui, em termos de treino, a importância da baioneta como uma forma de instigar o soldado a atacar.

Termos como caráter, motivação e moral faziam recorrentemente parte do léxico militar antes de 1914 como ingredientes fundamentais para o êxito de uma ofensiva. A valorização da importância do fator psicológico recorria do pensamento muito comum e em voga na sociedade europeia da época em que, como já referido, as obras de F. Nietzche e H. Bergson não eram alheias ao fazerem a exaltação da vontade humana.

O coronel Louis Grandmaison,

 

 

general_loyzeau_de_grandmaison.jpg

um grande teórico militar francês anterior à Grande Guerra, afirmava que “«É-nos dito, com acerto, que os fatores psicológicos são primordiais em combate [...] na verdade, não existem outros fatores, porque todos os outros - armas, manobrabilidade - só influenciam indiretamente provocando reações morais [...] o coração humano é o ponto de partida de todas as questões da guerra»” (MacMillan, 2014: 415).

Hugo von Freytag-Loringhoven, teórico e professor militar, afirmava nas suas aulas que a morte em combate era “«a suprema recompensa da vida», e pintava retratos de soldados alemães do passado marchando decididamente perante o fogo inimigo” (MacMillan, 2014: 416).

Os senhores da guerra, na década que antecedeu 1914, pensavam em termos de batalhas decisivas, em que as forças inimigas eram totalmente liquidadas, não se pensando em triunfos parciais, levando a negociações. O inimigo liquidado teria de aceitar todas as condições de paz que lhe fossem impostas.

Quando se passava para as questões táticas, a cavalaria continuava a desempenhar um papel crucial, tal como no tempo de Napoleão, quando este a enviava para o ataque depois de ver vacilar as linhas de infantaria inimigas. O manual de cavalaria britânico de 1907 dizia ”«que a espingarda, se bem que eficaz, não pode substituir a velocidade do cavalo, o magnetismo da carga e o terror do aço frio»” (MacMillan, 2014: 417).

Ataques, batalhas, a própria guerra, tinham todos que ser rápidos e, fundamentalmente, curtos.

Em suma, reinava a ideia de que a «ofensiva» tinha de penetrar no espírito da nação e de que, como afirmava um oficial francês no parlamento, em 1912, “«a primeira grande batalha decidirá toda a guerra, e as guerras serão curtas»” (MacMillan, 2014: 417).

3.3.- Dúvidas e o desmentido de algumas realidades

 

O tipo de guerra, com que a maioria dos militares da época de 1914 vislumbravam, era, face à realidade dos factos e o avanço do século XX, anacrónico.

As duas revoluções industriais produziram armas que eram demasiado poderosas, mais fiáveis e precisas e cujo alcance era muito mais superior àquele com que estavam, na época, habituados a lidar. Com estas armas, os soldados não viam o inimigo que estavam a matar e, por conseguinte, era muito mais fácil defender posições do que atacar, porquanto as tecnologias para vencer uma defesa forte, com os aviões ou os blindados (tanques) ainda não tinham verdadeiramente entrado em cena.

Após uma prolongada batalha, como foi a de Verdun, a frase de um general francês era bem oportuna, e realista, quando afirmava que três homens e uma metralhadora eram suficientes para deter e travar o avanço de um batalhão de heróis.

No que concerne a armamentos, os progressos da metalurgia, as armas de fogo, como as convencionais dos soldados até à artilharia, tornaram-se muito mais fortes e mais duradouras. E, no que diz respeito a explosivos, nomeadamente os inventados por Alfred Nobel, disparavam até mais longe e, com as estrias, eram muito mais precisas. Diz Margartet MacMillan que “em 1900 as espingardas eram precisas - e mortíferas - a uma distância maior, por vezes até um quilómetro, e as novas metralhadoras podiam disparar centenas de projéteis por minuto. Os números tinham subido e continuariam a subir por todo o lado. A artilharia de campanha, que tinha um alcance médio de pouco mais de meio quilómetro em 1800, atingia quase 7 em 1900; os canhões mais pesados, montados muitas vezes em chassis de caminho-de-ferro, tinham um alcance de dez quilómetros. Assim, os atacantes tinham de sobreviver a vários quilómetros de fogo de artilharia e, em seguida, a várias centenas de metros de intenso fogo de espingarda e metralhadora, ao avançarem para o inimigo” (MacMillan, 2014: 410-411).

Mas estas invenções técnicas e a sua real ênfase não se compatibilizavam, ou coadunavam, com os valores - como já evidenciámos - da classe donde provinham tantos oficiais. Mesmo, face à dimensão crescente dos exércitos e da necessidade de recrutamento de oficiais fora das classes tradicionais donde provinham, os novos oficiais, oriundos da classe média, que se pressupunha deverem ter em devida atenção, e olhar com mais entusiasmo e respeito, a mestria técnica e académica, pelo contrário, absorveram, com extrema facilidade, os valores aristocráticos e tradicionais, como a honra, a valentia, a prática dos duelos, ao contrário de apresentarem uma outra postura, mais representativa dos tempos modernos.

Os resultados e relatórios de observadores militares europeus em alguns palcos de guerra, como a Guerra Civil Americana, de 1861-1865; a travada entre a Turquia e a Rússia, em 1877; a própria guerra franco-prussiana, em 1870-1871; as guerras dos Bóeres, em que agricultores bóeres, bem escondidos no terreno, infringiram perdas devastadoras aos ataques frontais britânicos, e com o mesmo registo e padrão, a guerra russo-japonesa, com uma conjugação de posições defensivas bem preparadas, nomeadamente trincheiras, e velocidade de disparo, dizimando os atacantes e provocando um enorme número de baixas entre atacantes, de nada serviu de lição ou sequer de reflexão!

Nomeadamente a guerra dos Bóeres, na África do Sul, quanto à cavalaria, fez-se ressaltar uma nova utilização desta arma, como o poder de fogo montado para manobrar em volta dos flancos do inimigo. Contudo, a cavalaria dos próprios exércitos europeus ofereceu enorme resistência a este uso, como denunciava o vulgar «desabafo» de que não eram voluntários, de cavalaria, americanos. A experiência da Grande Guerra acabou por dar fim a esta arma, entendida nos termos tradicionais.

3.4.- O culto da ofensiva - guerra rápida, curta e fulminante?

 

A mentalidade militar vigente na década que precedeu 1914, em vez de refletir, face aos novos desenvolvimentos tecnológicos, sobre uma nova forma de fazer a guerra, continuou prisioneira do princípio do ataque.

Era voz corrente entre os militares de que não era o ataque que não funcionava, mas que tinha de ser mais forte, com mais homens.

Como se explica esta relutância em aceitarem novas formas de guerra? Talvez inércia burocrática. Alterar táticas, exercícios e métodos de treino desestabiliza e requere tempo. Para estes militares era mais fácil, psicologicamente, pensar em termos de ação. Semelhante atitude, face às conceções vigentes na época, de gente acomodada aos seus postos e com poucas perspetivas quanto ao futuro das novas armas, a guerra, para eles, significava tomar a ofensiva e forçar a uma decisão.

Para estes militares ofensiva era sinal de guerra rápida, curta e fulminante. E, perante esta mentalidade reinante, o «desabafo» de Ivan (Jean) Bloch ao considerar os militares uma casta sacerdotal que não gostava que os estranhos se imiscuíssem, ao afirmar que: “«Desde tempos imemoriais, a ciência militar tem sido um livro com sete selos, que ninguém, exceto os verdadeiros iniciados, é considerado digno de abrir»” (MacMillan, 2014: 441).

Mas havia gente que não alinhava por esta doutrina dominante face a nova sociedade que tinham pela frente, com novas armas e novas experiências de guerra. E alguns planeadores europeus, dos finais do século XIX, temiam longas guerras de desgaste, tendo dúvidas quanto à capacidade de as sociedades as aguentarem. Não eram, assim, apenas as «vozes» e movimentos a favor da paz que assim pensavam. Muitos até pensavam que a guerra lhes estava a fugir ao seu controlo e, uma vez encetada, seria difícil levá-la a uma conclusão decisiva. Nomeadamente, dizia-se, os exércitos até podiam conseguir uma ou várias vitórias, claras, como na Prússia, mas os povos podiam não aceitar o veredicto (MacMillan, 2014).

O novo fenómeno de guerra, que se vislumbrava no horizonte, com povos inteiros «mobilizados», chamava a atenção para o facto de levar muito tempo e ter custos demasiado elevados até um lado derrotar o outro.

Nos anos anteriores a 1914, a maioria dos chefes militares alemães começavam a por em dúvida - nomeadamente Moltke, o Jovem - que fosse possível uma guerra decisiva e curta, mas continuavam a fazer planos para uma guerra assim porque, como militares, não perspetivavam qualquer alternativa.

Visto agora à distância, havia, antes de 1914, uma flagrante ausência de planeamento sério tendo em perspetiva uma guerra longa. E a prova estava, pura e simplesmente, na circunstância de os responsáveis, civis e militares, em encararem esse pesadelo de derrota e agitação social que, fatalmente, face aos tempos que corriam, seria inevitável.

Era indisfarçável que, para estes dirigentes, o medo pairava no ar e sobre as suas cabeças, ao pressuporem uma guerra longa. E os avisos de Moltke, o Velho, o vitorioso de Sedan, quando numa sessão do Reichtag alertava para o fim da guerra dos gabinetes e que se deveria preparar para uma nova era da guerra dos povos, «caiu em saco roto».

O que se via imperar era o fatalismo, tão lucidamente contido nesta frase: “«A vitória poderia gerar uma sociedade melhor; se perdessem, já estavam condenados antes»” (MacMillan, 2014: 418).

E é, assim, como ainda diz Margaret MacMillan, que “à medida que a Europa foi passando por uma série de crises, na década anterior a 1914, e as alianças se foram estreitando, os seus líderes, e as suas respetivas populações, habituavam-se à ideia de que a guerra poderia eclodir. Os membros da Tríplice Entente - França, Rússia e Grã-Bretanha - e a Alemanha, Áustria-Hungria e Itália, na Tríplice Aliança, acabaram por esperar que qualquer conflito entre duas potências arrastasse provavelmente os seus parceiros” (MacMillan, 2014: 419).

Neste estado de coisas, e com este espírito, uma guerra generalizada travada no coração da Europa, estava a tornar-se imaginável.

As crises, o militarismo, os nacionalismos, a opinião pública, a mentalidade e preparação dos dirigentes - civis e militares - criaram o «lastro» psicológico e social para aceitarem a guerra como inevitável. E que se sabia que seria total!

Vejamos, agora, que tipo de planos de guerra estavam preparados, em cima da mesa.

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