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zassu

14
Fev20

Ao Acaso... Uma retificação e um pequeno apontamento a propósito da memória de Miguel Torga em Chaves

 

AO ACASO…

 

UMA RETIFICAÇÃO E UM PEQUENO APONTAMENTO

A PROPÓSITO DA MEMÓRIA DE MIGUEL TORGA EM CHAVES

 

20200214_114418

No dia 5 do corrente mês, sob esta mesma rubrica, e com o título «Onde para a memória do ‘nosso’ Miguel Torga em Chaves?», a certa altura dizíamos que “nós, flavienses, e responsáveis autarcas, fomos, até ao momento, incapazes de, com dignidade, na nossa terra, perpetuar a memória deste Grande Homem Transmontano, amigo de Chaves e das suas gentes!”.

 

Pedimos desculpa pela nossa imprecisão!

 

Acontece que, hoje, no passeio matinal, que habitualmente fazemos pelas margens urbanas do Tâmega na nossa cidade, Ao Acaso… vendo aqueles dois corações com cadeados apostos no relvado das Termas, e lembrando-nos que hoje é Dia de Namorados – embora não liguemos muito à importada efeméride – na espectativa de encontrar ali hoje algo de novo, «embicamos» e fomos ver aquela «escultura», mais em pormenor.

 

Continuamos a defender, como já o fizemos noutro local e num outro nosso blogue, que se trata de uma «obra» de gosto duvidoso. E depois do que, mais em pormenor, vimos hoje, mais convencido ficámos.

 

Tem cor vermelha, quando talvez devesse ser rosa, embora não mandada fazer pelos partidários de cor rosa ou vermelha. Condiziria melhor o laranja.

 

Mas… como dizíamos, olhando a «obra», mais em pormenor, verificámos que, colada ao plinto, onde os corações dos namorados se procuram enlaçar, vimos uma placa com o seguinte soneto:

 

AMOR

A jovem deusa passa

Com véus discretos sobre a virgindade;

Olha e não olha, como a mocidade;

E um jovem deus pressente aquela graça.

 

Depois, a vide do desejo enlaça

Numa só volta a dupla divindade;

E os jovens deuses abrem-se à verdade,

Sedentos de beber na mesma taça.

 

É um vinho amargo que lhes cresta a boca;

Um condão vago que os desperta e toca

De humana e dolorosa consciência.

 

E abraçam-se de novo, já sem asas.

Homens apenas. Vivos como brasas,

A queimar o que resta da inocência.

 

Para nosso espanto, o poema de quem era?

 

De Miguel Torga. Da sua obra «Libertação».

 

Aqui fica, assim, a retificação e as nossas desculpas pela imprecisão do post do passado dia 5.

 

Contudo, e pelo que vimos hoje em pormenor, mais se enraizou em nós o que pensamos quanto àquela «obra».

 

É, positivamente, pouco adequada à memória que, na nossa terra, deveríamos preservar do nosso escritor maior, transmontano.

 

Esta «obra», na nossa modesta opinião, é mesmo pindérica, face à grandeza do homem que se pretende homenagear com a sua escrita!

20200214_114359

(A placa e o soneto aposto no plinto)

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