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zassu

24
Mai13

Encontro(s) - Cena 9:- Animação Turística com a terceira idade

 

De 23 a 25 do corrente mês, Boticas está sendo palco do I Congresso Internacional de ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL, GERONTOLOGIA E GERIATRIA - A INTERVENÇÃO SOCIAL, CULTURAL E EDUCATIVA NA TERCEIRA IDADE.

 

Assistimos hoje de manhã ao Painel III subordinado ao tema "Animação Sociocultural e Ócio na Terceira Idade".

 

Deixo aqui um excerto da parte final da intervenção do meu amigo António Souza Silva que falou sobre «Recreação, Lazer, Animação Turística e Educação Intergeracional na Terceira Idade»:

 

 

Animação Turística com a Terceira Idade numa perspetiva de educação intergeracional

 

 

"As viagens, como experiências turísticas, deverão não só estar profundamente vinculadas ao espírito do lugar e das suas gentes como fomentarem, para além do gosto de viajar, a aprendizagem (cultural), nos lugares de destino, levando a cabo vivência de experiências significativas, em que a comunidade recetora evidencia o grau de participação e compromisso que tem com o seu ambiente (cultura, natureza, paisagem, gastronomia, etc.), sentindo-se protagonista, responsável por mostrar, manter e conservar um património que faz parte integrante da sua identidade e, com ele, ativamente, construir o seu próprio desenvolvimento.

 

Se tivermos em linha de conta a terceira idade como fonte de recursos, como um sujeito maduro, ativo, capaz de oferecer respostas criativas ao conjunto de mudanças sociais, não só daquelas que redefinem a experiência do envelhecimento como aquelas que contribuem para trazer à sociedade novas formas de sociabilidade e de lazer, com certeza nos daremos conta que a idade madura ou terceira idade é um potencial, uma fonte de recursos a não desperdiçar, fundamentalmente em termos educacionais, com grande proveito não só para o seu desenvolvimento pessoal como para o desenvolvimento local em geral e turístico, em especial.

 

O indivíduo da terceira idade (maduro ou idoso) é detentor de uma experiência única, de uma história que deve ser passada e ouvida com atenção pelos mais jovens, pois a memória, como bem valioso, deve ser preservada, revelando-se um extraordinário recurso para a dinamização e desenvolvimento da comunidade. É com ele (indivíduo da terceira idade), com todo o seu passado e com a sua dinamização para a ação, que a comunidade aprofunda a sua própria identidade, trazendo mais dinâmica e mais vida à sua existência, constituindo-se num fator dinâmico suscetível de aportar mais-valia à função turística, caso a comunidade assim a queira assumir.

 

Do nosso ponto de vista, as experiências turísticas que queiram estar vinculadas ao espírito do lugar e das suas gentes bem como à aprendizagem (cultural), nos lugares de destino, têm de contar com esta gente, sob pena de as experiências não serem verdadeiramente autênticas, específicas, por falta de um dos agentes na relação que explique o significado do discurso que foi vivido e que agora, se quisermos, deve ser reconstruído, e consequentemente partilhado, naquela comunidade.

 

Por isso valorizamos significativamente o papel das associações e de outras instituições, nomeadamente as Universidades da Terceira Idade, que trabalham na comunidade, apelando à participação empenhada das pessoas da terceira idade na sua construção, promoção e dinamização do desenvolvimento, numa perspetiva intergeracional.

 

[Por isso somos extremamente críticos quanto à forma como as instituições (associações, organismos públicos e empresas) encaram e tratam os seus ex-trabalhadores quando retirados para a idade da reforma ou aposentação, não cuidando, mais, desperdiçando, um potencial que contribuiu para a sua existência, preservação e manutenção!]

 

Sem estes elementos (associações e instituições socioculturais e com a terceira idade), caldo e cadinho onde se “apura” a cultura identitária de uma comunidade, não podem surgir experiências turísticas verdadeiramente significativas, valiosas e memoráveis (para os turistas).

 

Porque é, desta feita, que se pode dar um outro e autêntico sentido à vida dos idosos, tornando-os elementos úteis, dinamizadores e promotores não só da sua própria vida como da comunidade onde se inserem.

 

Lares de idosos, hotéis geriátricos, residências para a terceira idade, ou qualquer outro nome que queiram inventar? Sim! Unicamente na medida em que ao idoso lhe falte autonomia suficiente para saber dirigir a sua vida. E, mesmo aqui, ele tem ainda muita forma de ser útil!

 

Entretanto, a sua casa e a sua comunidade de inserção, e do seu viver quotidiano, devem ser o palco privilegiado da sua ação, da sua vida."

 

 

 

Zassu

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