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zassu

25
Abr14

25 de Abril, sempre!

25 DE ABRIL COM PRINCÍPIOS E COM UM SENTIDO

 

 

Comemoramos hoje 40 anos da data que marca o acontecimento mais esperado durante longos 48 anos - a Liberdade de um povo e das suas gentes se poderem expressar, exprimir, e viver sem os constrangimentos da censura e da ameaça sobre a sua integridade física e moral.

 

Se o 25 de Abril de 74 nos proporcionou a Liberdade, volvidos 40 anos, temos de reconhecer, falta cumprir a Democracia.

 

Não a democracia apenas dos direitos e liberdades abstratas. A democracia social e económica.

 

Na procura de um novo modelo económico e social baseado na assunção de princípios básicos de uma sociedade verdadeiramente democrática - honradez de conduta, justiça e equidade social.

 

Com cidadãos, tal como os militares que há 40 anos, sem medo, saíram das suas casernas e vieram para a rua derrubar um regime opressor e caduco, a serem capazes de lutar, participando empenhadamente, em todos os lugares, praças, cantos e recantos de Portugal, na construção de um país moderno, desenvolvido e independente.

 

Com mulheres e homens, que tratam da coisa pública, sábios, competentes, defensores intransigentes da dignidade e bem-estar dos seus concidadãos, e impolutos.

 

Porque é assim, desta forma, que se cumpre o verdadeiro espírito de Abril.

 

25 de Abril, Sempre!

 

 

António de Souza e Silva

14
Abr14

Poesia e Arte 03

CANZÓN DE CUNA PRA ROSALÍA CASTRO, MORTA

 

  

Érguete, miña amiga,

que xa cantan os galos do dia!

Érguete, miña amada,

porque o vente muxe, coma unha vaca!

 

Os arados van e vên

dende Santiago a Belén.

 

Dende Belén a Santiago

 un anxo ven en un barco.

Un barco de prata fina

que traia a door de Galicia.

Galicia deitada e queda

transida de tristes herbas.

Herbas que cobren téu leito

e a negra fonte dos teus cabelos.

Cabelos que van ao mar

onde as nubens teñrn seu nídio pombal.

 

Érguete, miña amiga,

que xa cantan os galos do dia!

Érguete, miña amada,

porque o vente muxe, coma unha vaca!

 

Federico García Lorca - Seis Poemas Galegos (Edición Ilustrada/Camiño do Faro)

13
Abr14

Poesia e Arte 02

 

ROMAXE DE NOSA SEÑORA DA BARCA

 

  

 

Ay ruada, ruada, ruada

da Virxen pequena

e a súa barca!

 

A Virxen era pequena

e a sua coroa de prata.

Marelos os catro bois

que no seu carro a levaban.

 

Pompas de vidro traguían

a choiva pol-a montana.

Mortas e mortos de néboa

pol-as congostras chegaban.

 

Virxen, deixa a túa cariña

nos doces ollos das vacas

e leva sobr’o teu manto

as frores da amortallada!

 

Pol-a testa de Galicia

xa ven salaiando a i-alba.

A Virxen mira pra o mar

dend’a porta da súa casa.

 

Ay ruada, ruada, ruada

da Virxen pequena

e a súa barca!

 

Federico García Lorca - Seis Poemas Galegos (Edición Ilustrada/Camiño do Faro)

12
Abr14

Poesia, Arte e Música 01

MADRIGAL Â CIBDÁ DE SANTIAGO

 

 

 

 

Chove en Santiago

meu doce amor.

Camelia branca do ar

brila entebrecida ô sol.

 

Chove en Santiago

na noite escura.

Herbas de prata e de sono

cobren a valeira lúa.

 

Olla a choiva pol-a rúa,

laio de pedra e cristal.

Olla no vento esvaído

soma e cinza do teu mar.

 

Soma e cinza do teu mar

Santiago, lonxe do sol;

Ágoa da mañán anterga

trema no meu corazón.

 

Federico García Lorca - Seis Poemas Galegos (Edición Ilustrada/Camiño do Faro)

Música -  Luar Na Lubre, album «Cabo do Mundo»

 

 

 

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